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[11/01/2008]
Jornal Brasil Atual: uma conquista dos Trabalhadores
Luiz Carvalho
Desde o dia 10 de dezembro de 2007, os trabalhadores comemoram uma grande vitória no processo de democratização da comunicação. Estreou “Brasil Atual”, programa de rádio apresentado das 7h às 8h, de segunda à sexta, pela emissora Atual FM (94,1), de São Paulo. Com apoio total da CUT-SP, a atração substitui o “Jornal dos Trabalhadores”, que estava no ar desde 2004.
Graças à migração, além da expansão do alcance e da melhoria na qualidade de captação, os ouvintes ganharam ainda com a possibilidade de acessar a atração a partir de qualquer lugar do Brasil e do mundo, via Internet. Basta clicar no site www.radioatual.com.br, no horário da transmissão, e clicar em “Rádio ao Vivo”, no canto superior à direita do endereço.
Segundo Edílson de Paula, presidente da Central Única dos Trabalhadores-SP, a ação representa um grande passo para furar o bloqueio dos tradicionais meios de comunicação em relação aos movimentos sociais. “Além do dinamismo, a radiodifusão possui um poder de penetração fora de série. Em muitos lugares, especialmente os mais pobres e os mais distantes da região metropolitana, o rádio é a única forma de acesso à informação. Com o “Brasil Atual”, mantemos a missão que iniciamos há três anos de oferecer alternativa aos grandes meios de comunicação, responsáveis por fechar as portas para os interesses de grande parcela da sociedade. Realizamos, portanto, um trabalho de resistência e inclusão social, agora com o adicional de maior qualidade tecnológica”, afirmou.
Com base nas palavras do dirigente é possível observar que o quadro de comunicação do setor Sindical mudou muito. Se antes a única forma de contato com os trabalhadores era o panfleto e os jornais, hoje, além da rádio, o segmento possui também a Revista do Brasil, iniciativa com um ano e meio de vida, presente na casa de 300 mil famílias brasileiras e que a partir de dezembro também estará disponível nas bancas brasileiras.
O apresentador e a estrutura
Com 33 anos de profissão, Oswaldo Luiz Vitta, o “Colibri”, apresentador do Programa “Brasil Atual” iniciou a carreira de jornalista como repórter do Jornal da Semana, de São Paulo. Desde então, colaborou com diversas emissoras de rádio e TV, além de jornais impressos. Como repórter, trabalhou, entre outros, nos jornais Diário Popular, O Estado de São Paulo, O Globo, Folha de São Paulo e Folha da Tarde. Foi também editor-chefe da Rede Bandeirantes, editor da TV Globo e produtor e repórter da TV Tupi. Na Revista placar atuou como Chefe de Reportagem e na rádio Globo foi repórter e produtor musical.
Entre os prêmios que recebeu, Colibri destaca a eleição do São Paulo Zero Hora, em 1978, na rádio Globo, como melhor programa de rádio segundo votação da Revista Veja e o reconhecimento do Show do Esporte, em 1984, eleito pela ACEESP como melhor programa esportivo da TV.
O primeiro programa ligado ao ambiente Sindical, que o jornalista dirigiu foi a Rádio dos Bancários em 1992, na emissora Gazeta. Atualmente, estava à frente do “Jornal dos Trabalhadores”, que apresentou e dirigiu desde o início.
Segundo Colibri, o programa continua com o tom bem humorado e informal, mas expandirá o foco. “Além do mundo do trabalho, que sempre cobrimos, abrimos mais espaço para a participação de outros segmentos dos movimentos sociais e das entidades ligadas aos direitos humanos. Será algo mais abrangente, mais plural”, explica.
A postura de mídia alternativa diante das emissoras tradicionais, que sempre repercutem o mesmo assunto, não fica clara apenas na cobertura de política, economia e cultura, mas também nas atrações musicais. “Todas as sextas-feiras, assim como acontecia no “Jornal dos Trabalhadores”, traremos grupos que não estão nas paradas de sucesso, mas possuem qualidade indiscutível. Já passarem pelo estúdio desde cantores como Jair Rodrigues, Inezita Barroso e Rapin Hood até grupos instrumentais como o Quinteto Branco e Preto e Duofel”, lembra.
“A essência contiua: mantemos parcerias com instituições como o IDEC e o Dieese, além de representantes do terceiro setor para auxiliar nas análises e na prestação de serviço. Porém, queremos aprofundar nosso diálogo com sites, blogs, revistas, jornais e outras publicações alternativas sem espaço na rádio. A idéia é formar um coletivo capaz de dar voz a uma parcela da sociedade que não tem espaço para se fazer ouvir”, acrescenta.
Jornal Brasil Atual - edição de quarta, 16/01
Jornal Brasil Atual - edição de segunda, 14/01