HISTÓRICO
CUT São Paulo
CUT Nacional
RESOLUÇÕES
CECUTS
DIREÇÃO
Direção CUT/SP
SECRETARIAS
Presidência
Vice Presidência
Geral
Finanças
Formação
Mulher Trabalhadora
Imprensa
Relações Trabalho
Sindical Organização
Juventude
Políticas Sociais
Saúde Trabalhador
Meio Ambiente
Igualdade Racial
SUBSEDES
ABC
Araçatuba
Baixada Santista
Bauru
Campinas
Guarulhos
Itapeva
Jundiaí
Mogi das Cruzes
Osasco
Ourinhos
Pres. Prudente
Ribeirão preto
S. J. do R. Preto
Sorocaba
Vale do Paraíba
Vale do Ribeira
LINKS
SINDICATOS
ENTIDADES FILIADAS
CONTATO
Presidência
Vice Presidência
Geral
Finanças
Formação
Mulher Trabalhadora
Imprensa
Relações Trabalho
Sindical Organização
Juventude
Políticas Sociais
Saúde Trabalhador
Meio Ambiente
Igualdade Racial
Webmail CUT/SP

Página Inicial


[22/06/2009]

Justiça e reforma agrária: CUT/SP leva apoio aos trabalhadores rurais de Paulicéia

Luiz Carvalho

Luciana Aguiar é casada, mãe de dois filhos e vive ao lado da família em uma fazenda em Paulicéia, município a mais de 600 km da capital paulista. Como as outras pessoas das cerca de 300 famílias acampadas na cidade da região de Tupi Paulista, quase divisa com o Estado de Mato Grosso, ela mantém um sonho: “quero conseguir um pedaço de terra para poder plantar, cuidar dos animais, trabalhar e não depender mais dos outros”.

Nesse sábado (20), trabalhadores da CUT/SP viajaram mais de nove horas para entregar aos trabalhadores rurais de Paulicéia vinte toneladas de alimentos e roupas, 300 cobertores e mais de R$ 4 mil para ajudar a manter os acampamentos até conquistarem a posse da terra. Os sindicalistas se uniram para descarregar pela manhã os produtos arrecadados na campanha que a Central promoveu e contou com a participação dos sindicatos filiados.  

Presidente da CUT/SP, Adi Lima, lembrou da relação da Central Única dos Trabalhadores com a luta histórica pela reforma agrária e a estratégia de estabelecer uma campanha contínua pelo acesso à terra no Estado de São Paulo. “Não queremos apenas arrecadar recursos, mas estar ao lado de vocês na luta que também inclui os trabalhadores da cidade. A CUT/SP exigirá que o governo do Estado dê um título de posse da terra a cada pessoa assentada e condições para que possa produzir”, afirmou.

A situação das famílias de Paulicéia é um exemplo das dificuldades que os pequenos agricultores enfrentam, quando não abrem mão de viver do que produzem e colidem com os interesses de grileiros e do agronegócio. Elas estão divididas em duas fazendas: Buritis e Bandeirantes. Aquelas presentes em Buriti foram desapropriadas pela Companhia Energética do Estado de São Paulo (Cesp), em 1998, quando a estatal desocupou uma área que seria inundada pelo lago da usina Sérgio Motta. O enchimento não aconteceu, e a área ficou sem função, propícia para assentamento. Apesar de receberem um novo local para viver, ainda não ganharam a escritura. Mesmo assim, criaram uma cooperativa para vender os alimentos e mais de mil litros de leite distribuídos a toda região.

Já na fazenda Bandeirantes, a situação é muito mais difícil. Parte das famílias está acampada à beira de uma estrada que corta a fazenda e outra parte em lotes demarcados por barracas cobertas com lonas. Sem energia elétrica e água encanada, precisam conviver com a fome, o frio, o calor e a chuva.
“Quando os pingos começam, a gente se esconde debaixo das cobertas e espera passar. Estou esperando para ver se me deixam ficar e aí vou começar a plantar arroz, feijão, mandioca e milho”, conta Aristides Santos, um senhor de 62 anos, pele negra e um sorriso esperançoso.

Alguns trabalhadores eram empregados da monocultura das plantações de cana que invadiram a região, mas se tornaram vítimas da mecanização do campo e perderam o emprego. Outros resolveram abandonar tudo e entrar na luta pela terra. “Se não for dessa forma, o governo não faz reforma agrária”, defende José Luiz das Chagas, secretário geral do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultora Familiar de Paulicéia e Região, ele mesmo um assentado que enfrentou 10 anos de precariedade em um acampamento para obter um chão que hoje garante o sustento.

As famílias enfrentam também o problema da educação. As quase cem crianças dos acampamentos precisam percorrer mais de 15 km para embarcar no ônibus que só passa na área urbana. 
O prefeito de Paulicéia, Ronney Ferreira, do mesmo partido do governador José Serra, visitava pela primeira vez os acampamentos e se comprometeu a colaborar com trabalhadores. “Dentro do que a lei permite”, preferiu destacar.

A primeira grande ajuda poderia ser uma intervenção junto ao governador Serra, já que os terrenos dos acampamentos são propriedade da Cesp e basta uma autorização do governador para encaminhar a propriedade para a reforma agrária.

Secretário do meio-ambiente da CUT/SP, Aparecido Bispo lembrou que a grilagem é algo comum no Estado. “O próprio governo admite que há 330 hectares de terra griladas no Pontal de Paranapanema, que poderiam ser utilizadas para reforma agrária, mas o governo Serra não tem compromisso com o social. Quem faz agricultura sustentável é o pequeno agricultor”.

Perante a imensa fazenda cercada por estacas e protegida por arame farpado, pairava a certeza de que a solução para o Brasil não é o agronegócio e nem a monocultura, mas sim a produção de alimentos da agricultura familiar.

Acesse também - Trabalhadores rurais recebem solidariedade da CUT/SP









 






Foto: Roberto Claro

 
 
 
.PESQUISA


www CUT/SP

 
   
     
   
Dirigente: Daniel Santos Reis - Secretária: Miriam Benvenutti de Andrade - Jornalista: Luiz Carvalho - Rua Caetano Pinto, 575 – 2º andar – Brás – São Paulo – CEP: 03041-000 - E-mail: imprensa@cutsp.org.br - Fone: (11) 2108.9161 - 2108.9172 - Webmaster Maria Dias