Página Inicial
[09/11/2009]
CUT inicia mês da Consciência Negra
Alexandre Gamón
Em 20 de novembro é comemorado o dia da Consciência Negra, quando relembramos Zumbi dos Palmares. Líder do maior quilombo já existente, e ícone da resistência à escravidão, do combate ao racismo e discriminação social.
Porém na concepção da maior Central Sindical da América Latina, um único dia de homenagem seria pouco para contemplar toda história de luta do povo negro.
Por isso a CUT, por intermédio da Secretaria de Combate ao Racismo, resolveu dedicar todo o mês de novembro para debater e refletir sobre suas lutas, desafios e conquistas. A Secretária Estadual de Combate ao Racismo da CUT/SP, Rosana Aparecida da Silva, ressalta a data e a importância de se retratar a história da África em nossos livros. “Essa data é extremamente importante, pois, acreditamos que seja o dia em que assassinaram Zumbi e se tornou um marco da resistência e luta. Também não podemos esquecer que fomos escravos por 400 anos e somos a maioria da população brasileira, portanto, é necessário registrar essa história do povo africano em nossos livros. Temos hoje no Brasil cerca de 5 mil quilombos que resistem e mantêm nossa tradição e cultura. Por isso lutamos tanto para que a Lei 10.639 fosse assinada pelo presidente Lula tornando obrigatório o ensino da história da África e da cultura afrobrasileira no currículo escolar”.
Nesta sexta-feira (6), a Central Única dos Trabalhadores realizou a Solenidade de Abertura do Mês da Consciência Negra, com mesas de reflexão e apresentações culturais.
Na mesa de abertura que abordou a história de luta da Central no combate ao racismo estava o presidente da CUT Nacional, Artur Henrique; o secretário geral da CUT Nacional, Quintino Severo; o presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima; a ex-secretária estadual de políticas sociais da CUT/SP, Maria Izabel da Silva (Bel); e a secretária nacional de combate ao racismo da CUT, Maria Júlia Reis Nogueira.
Para o presidente da CUT/SP, Adi dos Santos Lima, a criação dos coletivos que antecederam as secretarias nacional e estadual de combate ao racismo fez com que os trabalhadores percebessem a necessidade de discutir a desigualdade não apenas dentro das instâncias das entidades, mas também a partir do local de trabalho. “Por que nas campanhas salariais não discutimos cotas para negros como fazemos com o aumento real? Porque não fomos educados para olhar para questão social”.
A Deputada Federal, Janete Pietá (PT/SP), que falou sobre o Estatuto da Igualdade Racial, citou a importância da participação das Centrais na divulgação das conquistas contidas nele. “É muito importante que as lideranças sindicais divulguem o Estatuto porque senão batalharmos pela lei, ela não será implementada”.
Artur Henrique, presidente da CUT nacional, em seu discurso reafirmou a importância da conquista do Estatuto, afirmando que “esta deve ser uma bandeira de todos os trabalhadores (as) e não apenas de setores específicos”.
A solenidade foi encerrada no saguão da CUT com apresentação de dança africana e percurssão realizado pelo Centro Cultural Francisco Solano Trindade, comidas da culinária afrobrasileira ,exposição de artesanato, roupas típicas e livros de poesia de escritores negros.
Galeria de fotos do evento
Leia mais:
Mês da Consciência Negra – CUT