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[27/01/2010]
Nota da CUT/SP sobre prisão de trabalhadores rurais em Bauru
Na última segunda-feira (25), a polícia militar do Estado de São Paulo iniciou um cerco aos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária na região de Iaras, interior de São Paulo, e que perdura até hoje, quarta-feira (27), com indícios de se manter por mais dias. Durante a ação, nove militantes assentados e acampados do MST foram presos e agora se encontram numa delegacia de Bauru.
Segundo informações levantadas pela CUT, além da prisão de militantes, policiais cercaram casas e barracos na tentativa de amedrontar algumas famílias, apreendendo, inclusive, documentos e pertences pessoais. A situação vivida por estes trabalhadores (as) faz parte de um processo de criminalização dos movimentos sociais e daqueles que lutam pelo acesso à terra e pela justiça social.
A repressão vem como resposta a ocupação da Fazenda Cutrale ocorrida em outubro de 2009. Vale ressaltar que a chamada grande imprensa não noticiou e esconde da população que a propriedade, localizada no chamado Núcleo Monções, corresponde a um complexo de 30 mil hectares pertencentes à União.
A Central Única dos Trabalhadores exige a apuração dos fatos e repudia a forma de violência com a qual estão sendo tratados os trabalhadores rurais, ex-prefeito da cidade, vereadores e lideranças ligadas à luta pela terra.
Direção Executiva CUT/SP
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