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[01/02/2010]

Trabalhadores protestam em Brasília

Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

Os parlamentares que chegarem a Brasília no dia 2 de fevereiro, data que marca o fim do recesso no Congresso Nacional, serão recepcionados por trabalhadores das mais diversas categorias profissionais que retomam os protestos iniciados pela 6ª Marcha da Classe Trabalhadora realizada na capital federal no final de 2009.

O tema principal do ato organizado pela CUT e outras centrais sindicais será a redução da jornada de trabalho sem diminuição dos salários que, segundo estimativa do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), geraria cerca de dois milhões de novos empregos. O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, participará da manifestação e ressalta que a prioridade é que as conquistas obtidas nas sucessivas marchas, como a política de valorização do salário mínimo, sejam regradas em lei para que passem a ser um direito dos trabalhadores independentemente de quem esteja no governo. “O salário mínimo valorizado a cada ano injetou milhões de reais na economia e ajudou o país a enfrentar a crise financeira internacional. Foi uma distribuição de renda necessária e que mostra que os trabalhadores estavam corretos em suas reivindicações. Agora é o momento de sacramentá-las em leis”, afirma.

Assim, os trabalhadores querem a aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 231/95 que determina a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e elevará em 75% o valor da hora extra; a aprovação do PL (Projeto de Lei) 01/07 que efetiva a política de valorização do salário mínimo; a ratificação de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como a 158, que coíbe as demissões imotivadas.

“A vigília é apenas o início dos protestos em Brasília. Vamos fazer uma marcação cerrada nos parlamentares para que eles atendam nossas reivindicações”, acrescenta Marcolino.

 
 
 
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