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[01/02/2010]

REFORMA AGRÁRIA: Seminário debate truculência

Subsede de Bauru

Reunidos em um Seminário na subsede de Bauru da CUT/SP, movimentos sindical e popular, Associação Brasileira pela Reforma Agrária (ABRA), lideranças partidárias e de luta pela terra debateram as prisões de lideranças do Movimento Sem Terra (MST) em assentamentos no município de Iaras, região de Bauru.

A ABRA apresentou o histórico das Fazendas Monções, palco do episódio das laranjas, repercutido com muita intensidade pela mídia brasileira. Segundo documentos recuperados pelo próprio INCRA, não há dúvidas sobre a veracidade de que as terras pertencem à União. "A única invasora destas terras, que são publicas, é a própria Cutrale", afirmou Antônio Storel, representante da Associação.

Storel também expôs sobre a disputa judicial envolvendo as Monções e ficou clara a falta de coragem do Judiciário para um parecer definitivo sobre o processo, já que existem provas concretas e irrefutáveis de que estas terras e todas as suas benfeitorias pertencem à União.

TRUCULÊNCIA DA POLÍCIA E DA JUSTIÇA

A Polícia e a Justiça agiram de forma truculenta, tanto nas prisões, quanto no cerco policial montado em assentamentos da região, para cumprimento dos mandatos. Esta foi a conclusão dos sindicalistas e lideranças partidárias e populares presentes no Seminário.

Um dos relatos que mais causou revolta nos militantes foi o fato dos advogados dos prisioneiros não terem tido acesso imediato aos documentos inerentes às prisões. "No Fórum diziam que os documentos estavam na Delegacia. Na Delegacia informavam que os mesmos se encontravam no Forum", lembrou um dos advogados do caso.

Outro fato que comprova a ação política da Polícia, foi a divisão dos presos em várias delegacias para impedir protestos. Esta estratégia era muito utilizada durante o período da Diatadura Militar, onde os presos políticos eram separados e a localização de seus cativeiros eram mantidas em sigilo.

Para o coordenador da subsede de Bauru da CUT/SP, Francisco Wagner Monteiro, estas atitudes, tanto da Polícia Civil, Militar e da Justiça, devem ser repudiadas. "Está clara a intenção da "Direita Brasileira" de desqualificar toda a luta por reforma agrária, substituindo o dever do estado em investigar e punir crimes por claras pretenções políticas estruturadas pela perseguição dos movimentos populares", concluiu o sindicalista.



 
 
 
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