Metalúrgicos e categorias do ABC aprovam greve dia 19

Categorias cruzarão os braços em defesa da aposentadoria

Escrito por: Vanessa Ramos - CUT-SP • Última modificação: 08/02/2018 - 14:05 • Publicado em: 07/02/2018 - 20:40 Escrito por: Vanessa Ramos - CUT-SP Publicado em: 07/02/2018 - 20:40 Última modificação: 08/02/2018 - 14:05

Adonis Guerra/SMABC

Em assembleia popular realizada na noite desta quarta-feira (7), em São Bernardo do Campo, trabalhadores metalúrgicos do ABC aprovaram a realização da greve convocada pela CUT e demais centrais para o próximo dia 19 contra a reforma da Previdência.

Desta assembleia que deliberou a greve também participaram outras categorias da região, entre as quais bancários, professores, petroleiros, trabalhadores da saúde, jornalistas, químicos, servidores municipais de São Bernardo do Campo, entre outras.

Pouco antes desta ampla assembleia, trabalhadores do transporte também aprovaram greve em São Paulo.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Wagner Santana, o Wagnão, destaca o fato de que a assembleia da categoria não apenas aprovou a greve, como contou com a participação de movimentos sociais.

"A greve acontecerá já que o governo ilegítimo insiste em aprovar esta reforma que, na verdade, é uma deforma. Uma proposta rejeitada pela maioria dos trabalhadores. Temos que mostrar nas ruas a nossa contrariedade. Daqui até o dia 19 construiremos a forma como as paralisações irão acontecer".

Para o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, a a votação da reforma no Congresso representa não só o fim das aposentadorias e dos direitos trabalhistas como a reestruturação de um sistema construído ao longo dos últimos anos após inúmeras lutas da classe trabalhadora.

"O estado de São Paulo irá paralisar em resposta a um governo golpista que quer entregar nosso sistema previdenciário de bandeja a empresários, banqueiros e  fundos de previdência privada. Eles não estão preocupados com nada além disso. E parlamentar que votar a favor, não voltará a ser eleito", afirma.

Central de luta

Além de impopular, a medida defendida pelo governo golpista carece de informações que orientem, de fato, a população brasileira, como avalia o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres.

"Os golpistas estão se aproveitando do momento, gastando dinheiro que é do povo, fazendo propagandas mentirosas e, inclusive, indo até programas de auditório para tentar convencer o povo que essa proposta nefasta é boa. Só que a Previdência, ao contrário do que eles falam, não está quebrada", afirma.

Para Cayres, se o debate fosse de fato a melhoria do sistema previdenciário, o fim da política de desonerações fiscais e a cobrança das dívidas previdenciárias de grandes empresas seriam alternativas possíveis. "Só que eles querem colocar essa proposta goela abaixo, não estão dispostos a dialogar. Por isso vamos parar o Brasil", alertou.

Outras categorias realizam assembleias para a construção de protestos que irão desencadear em um dia nacional de luta com paralisações, atos e greves de todas as categorias profissionais.

Em reportagem da CUT nacional, publicada nesta quarta (7), o presidente da CUT nacional, Vagner Freitas, lembrou que, independente da data em que o Congresso decida votar, a greve ocorrerá.
 
“Não vamos ficar correndo atrás do calendário deles. Vamos parar todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Não só o transporte. Vamos parar servidores públicos, professores, metalúrgicos, todos”, ressaltou.

Leia também: Trabalhadores no ABC aprovam greve dia 19/2
 

Título: Metalúrgicos e categorias do ABC aprovam greve dia 19, Conteúdo: Em assembleia popular realizada na noite desta quarta-feira (7), em São Bernardo do Campo, trabalhadores metalúrgicos do ABC aprovaram a realização da greve convocada pela CUT e demais centrais para o próximo dia 19 contra a reforma da Previdência. Desta assembleia que deliberou a greve também participaram outras categorias da região, entre as quais bancários, professores, petroleiros, trabalhadores da saúde, jornalistas, químicos, servidores municipais de São Bernardo do Campo, entre outras. Pouco antes desta ampla assembleia, trabalhadores do transporte também aprovaram greve em São Paulo. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC), Wagner Santana, o Wagnão, destaca o fato de que a assembleia da categoria não apenas aprovou a greve, como contou com a participação de movimentos sociais. A greve acontecerá já que o governo ilegítimo insiste em aprovar esta reforma que, na verdade, é uma deforma. Uma proposta rejeitada pela maioria dos trabalhadores. Temos que mostrar nas ruas a nossa contrariedade. Daqui até o dia 19 construiremos a forma como as paralisações irão acontecer. Para o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, a a votação da reforma no Congresso representa não só o fim das aposentadorias e dos direitos trabalhistas como a reestruturação de um sistema construído ao longo dos últimos anos após inúmeras lutas da classe trabalhadora. O estado de São Paulo irá paralisar em resposta a um governo golpista que quer entregar nosso sistema previdenciário de bandeja a empresários, banqueiros e  fundos de previdência privada. Eles não estão preocupados com nada além disso. E parlamentar que votar a favor, não voltará a ser eleito, afirma. Central de luta Além de impopular, a medida defendida pelo governo golpista carece de informações que orientem, de fato, a população brasileira, como avalia o secretário-geral da CUT-SP, João Cayres. Os golpistas estão se aproveitando do momento, gastando dinheiro que é do povo, fazendo propagandas mentirosas e, inclusive, indo até programas de auditório para tentar convencer o povo que essa proposta nefasta é boa. Só que a Previdência, ao contrário do que eles falam, não está quebrada, afirma. Para Cayres, se o debate fosse de fato a melhoria do sistema previdenciário, o fim da política de desonerações fiscais e a cobrança das dívidas previdenciárias de grandes empresas seriam alternativas possíveis. Só que eles querem colocar essa proposta goela abaixo, não estão dispostos a dialogar. Por isso vamos parar o Brasil, alertou. Outras categorias realizam assembleias para a construção de protestos que irão desencadear em um dia nacional de luta com paralisações, atos e greves de todas as categorias profissionais. Em reportagem da CUT nacional, publicada nesta quarta (7), o presidente da CUT nacional, Vagner Freitas, lembrou que, independente da data em que o Congresso decida votar, a greve ocorrerá.   “Não vamos ficar correndo atrás do calendário deles. Vamos parar todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Não só o transporte. Vamos parar servidores públicos, professores, metalúrgicos, todos”, ressaltou. Leia também: Trabalhadores no ABC aprovam greve dia 19/2  



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