Procurador da República defende a troca do comando da PM paulista

Em audiência pública, Matheus Baraldi Magnani diz que são necessárias mudanças na estutura ideológica da corporação

Escrito por: flaviana • Publicado em: 27/07/2012 - 15:41 Escrito por: flaviana Publicado em: 27/07/2012 - 15:41
Cris Castello Branco/Gov. SPCris Castello Branco/Gov. SP

Spresso SP

Em audiência pública realizada nesta quinta, 26, no Ministério Público Federal, o procurador da República Matheus Baraldi Magnani defendeu que o comando e a estrutura ideológica da Polícia Militar de São Paulo sofram mudanças. ??E oportuno o momento para questionar a troca do comando da Polícia Militar. Mas não só a troca pontual, como também a luta pela mudança na estrutura ideológica?, afirmou o procurador. Magnani disse que irá entrar com uma ação civil pública solicitando a troca do comando da PM paulista.

Para Magnani, os praças da PM estão sem controle devido à apologia do uso da violência pela PM. ??Essa apologia do uso da violência excessiva pelo estado hoje faz com que tenhamos praças absolutamente desequilibrados, que não conseguem nem dosar e nem direcionar a violência. O praça não está sob controle, foram ensinados a praticar violência em patamares excessivos?, disse.

O procurador ainda pretende encaminhar uma representação ao procurador geral da República para acompanhar as ações da PM no estado nos próximos 12 meses e estuda entrar com pedido para que casos não conclusivos envolvendo mortes atribuídas a PMs no estado sejam investigados pela Polícia Federal (PF), com acompanhamento do MPF, por meio do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). ??E necessário para mostrar, em um futuro próximo, que a federalização desses casos é necessária?, frisou.

Presente na audiência pública, o coronel Jair Paes de Lira, ex-deputado federal, defendeu a corporação. ??Qualquer ato de violência ilegal deve ser apurado e não estamos aqui para defender a violência e, sim, a apuração dos fatos?, disse. Em resposta, Magnani afirmou que não se pode tratar casos sequenciais como pontuais.

O governador Geraldo Alckmin criticou a posição do Ministério Público Federal e a classificou como descabida. ??Acho que o Ministério Público Federal deveria investigar, primeiro, o tráfico de droga. Produzimos laranja, cana, café, soja, milho. Não produzimos cocaína?, afirmou.

Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública repudiou a ação do MPF e a chamou de ??absurda e capciosa?. O secretario estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que iria abrir representação contra o procurador Matheus Baraldi Magnani na corregedoria do Ministério Público Federal.

Título: Procurador da República defende a troca do comando da PM paulista, Conteúdo: Spresso SP Em audiência pública realizada nesta quinta, 26, no Ministério Público Federal, o procurador da República Matheus Baraldi Magnani defendeu que o comando e a estrutura ideológica da Polícia Militar de São Paulo sofram mudanças. ??E oportuno o momento para questionar a troca do comando da Polícia Militar. Mas não só a troca pontual, como também a luta pela mudança na estrutura ideológica?, afirmou o procurador. Magnani disse que irá entrar com uma ação civil pública solicitando a troca do comando da PM paulista. Para Magnani, os praças da PM estão sem controle devido à apologia do uso da violência pela PM. ??Essa apologia do uso da violência excessiva pelo estado hoje faz com que tenhamos praças absolutamente desequilibrados, que não conseguem nem dosar e nem direcionar a violência. O praça não está sob controle, foram ensinados a praticar violência em patamares excessivos?, disse. O procurador ainda pretende encaminhar uma representação ao procurador geral da República para acompanhar as ações da PM no estado nos próximos 12 meses e estuda entrar com pedido para que casos não conclusivos envolvendo mortes atribuídas a PMs no estado sejam investigados pela Polícia Federal (PF), com acompanhamento do MPF, por meio do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). ??E necessário para mostrar, em um futuro próximo, que a federalização desses casos é necessária?, frisou. Presente na audiência pública, o coronel Jair Paes de Lira, ex-deputado federal, defendeu a corporação. ??Qualquer ato de violência ilegal deve ser apurado e não estamos aqui para defender a violência e, sim, a apuração dos fatos?, disse. Em resposta, Magnani afirmou que não se pode tratar casos sequenciais como pontuais. O governador Geraldo Alckmin criticou a posição do Ministério Público Federal e a classificou como descabida. ??Acho que o Ministério Público Federal deveria investigar, primeiro, o tráfico de droga. Produzimos laranja, cana, café, soja, milho. Não produzimos cocaína?, afirmou. Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública repudiou a ação do MPF e a chamou de ??absurda e capciosa?. O secretario estadual de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse que iria abrir representação contra o procurador Matheus Baraldi Magnani na corregedoria do Ministério Público Federal.



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