'Querem jogar a crise em cima dos trabalhadores, e não vamos deixar', diz Lula

Ex-presidente participou da posse da direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Escrito por: Redação RBA • Publicado em: 19/06/2017 - 16:20 Escrito por: Redação RBA Publicado em: 19/06/2017 - 16:20

Evento marcou a posse do novo presidente do sindicato, Wagner Santana Felipe Araújo/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que continuará a resistência contra a retirada de direitos feita pelo governo Temer. Segundo ele, "não é justo, nem eficaz" que se enfrente a crise econômica "cobrando a conta da classe trabalhadora". Lula participou ontem (18), da festa de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em evento que recebeu cerca de 7 mil pessoas em São Bernardo do Campo.

"Temos que dizer a eles: 'não tem que tirar direito de trabalhador e aposentado'. Temos que fazer a economia crescer, gerar emprego, aumentar salários. Aí, a Previdência então vai dar conta", disse Lula.

O ex-presidente da República e também do sindicato recordou a luta dos metalúrgicos pela democracia brasileira. "O país que estão oferecendo a você, Wagner, é um país que vai exigir de você muitas noites acordados. E um metalúrgico não pode fechar os olhos enquanto a gente não reconquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, enquanto não reconquistarmos a cidadania que já tivemos", afirmou, dirigindo-se ao novo presidente da entidade, Wagner Santana, o Wagnão.

Wagnão afirmou que a luta pela restauração da democracia e a retomada do crescimento econômico "é de todos os trabalhadores". E criticou as propostas de reformas que tramitam no Congresso Nacional. "Que país é esse onde se propõe uma volta quase à escravidão, onde se quer permitir que o trabalhador rural possa ser remunerado não com salário, mas com casa e comida? Minha luta hoje é pelo direito dos outros, dos meus filhos, assim como meu pai lutou pelos meus direitos e meus filhos hão de lutar pelos direitos dos meus netos."

Rafael Marques, que deixa o comando do sindicato, fez uma convocação para a greve geral. "O dia 30 será a maior greve geral que o país já teve em sua história, tenho certeza disso. Eu sou da geração que lutou nos anos 90 contra a desconstrução da indústria nacional, e o Wagnão, que também é da minha geração, vai assumir agora com os mesmos desafios pela frente."

Clique aqui e confira a notícia na RBA.

Título: 'Querem jogar a crise em cima dos trabalhadores, e não vamos deixar', diz Lula, Conteúdo: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que continuará a resistência contra a retirada de direitos feita pelo governo Temer. Segundo ele, não é justo, nem eficaz que se enfrente a crise econômica cobrando a conta da classe trabalhadora. Lula participou ontem (18), da festa de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em evento que recebeu cerca de 7 mil pessoas em São Bernardo do Campo. Temos que dizer a eles: não tem que tirar direito de trabalhador e aposentado. Temos que fazer a economia crescer, gerar emprego, aumentar salários. Aí, a Previdência então vai dar conta, disse Lula. O ex-presidente da República e também do sindicato recordou a luta dos metalúrgicos pela democracia brasileira. O país que estão oferecendo a você, Wagner, é um país que vai exigir de você muitas noites acordados. E um metalúrgico não pode fechar os olhos enquanto a gente não reconquistar o direito de andar de cabeça erguida neste país, enquanto não reconquistarmos a cidadania que já tivemos, afirmou, dirigindo-se ao novo presidente da entidade, Wagner Santana, o Wagnão. Wagnão afirmou que a luta pela restauração da democracia e a retomada do crescimento econômico é de todos os trabalhadores. E criticou as propostas de reformas que tramitam no Congresso Nacional. Que país é esse onde se propõe uma volta quase à escravidão, onde se quer permitir que o trabalhador rural possa ser remunerado não com salário, mas com casa e comida? Minha luta hoje é pelo direito dos outros, dos meus filhos, assim como meu pai lutou pelos meus direitos e meus filhos hão de lutar pelos direitos dos meus netos. Rafael Marques, que deixa o comando do sindicato, fez uma convocação para a greve geral. O dia 30 será a maior greve geral que o país já teve em sua história, tenho certeza disso. Eu sou da geração que lutou nos anos 90 contra a desconstrução da indústria nacional, e o Wagnão, que também é da minha geração, vai assumir agora com os mesmos desafios pela frente. Clique aqui e confira a notícia na RBA.



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