Reforma Trabalhista precariza as condições de trabalho

Confira os principais pontos da medi­da que o governo golpista quer impor

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC • Última modificação: 12/06/2017 - 11:53 • Publicado em: 12/06/2017 - 11:45 Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Publicado em: 12/06/2017 - 11:45 Última modificação: 12/06/2017 - 11:53

Adonis Guerra/Smabc

A proposta de reforma Trabalhista precariza as condições de traba­lho e ignora temas da saúde ao liberar mulheres grávidas em condições insalubres e estabelecer que a vida de um trabalhador vale mais que a de outro que ganha menos, em caso de indenização. Confira os principais pontos da medi­da.

“As medidas representam uma série de absurdos para desmontar os nossos direitos. A reforma Trabalhista e a ter­ceirização irrestrita juntas rasgam a CLT e retiram conquistas históricas da classe trabalhadora”, explicou o secretário-geral e presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão.

A reforma Trabalhista começou a ser discutida ontem pela Comissão de As­suntos Sociais do Senado, a CAS, após ter sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos, a CAE, no dia 6.

O relator das duas comissões é Ricardo Ferraço, do PSDB-ES, que deverá apresen­tar na terça-feira, dia 13, na CAS o mesmo relatório já aprovado na CAE. A votação está prevista para o dia 20. Se aprovada, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ, para ser votada em plenário.

A diretora eleita do Sindicato, Michelle Marques, ressaltou a gravidade dos ata­ques contra as mulheres.

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“Além de toda a retirada de direitos, a reforma ainda libera mulheres grávidas e que estão amamentando para trabalhar em locais insalubres. Hoje a lei protege a mulher ao afastá-la de qualquer situação de risco para não prejudicar o bebê”, disse.

“A reforma determina que a liberação será feita com autorização médica, mas qual a garantia de que o médico conhece as condições do ambiente de trabalho antes de dar um atestado?”, questionou.

Denúncia na Oit

A CUT denunciou os ataques aos direi­tos sociais e trabalhistas na Comissão de Normas da Organização Internacional do Trabalho, a OIT, em Genebra, na Suíça, na segunda-feira, dia 5.

“As reformas, especialmente a Trabalhis­ta, são o mais profundo ataque aos tra­balhadores brasileiros, porém não é uma questão só nossa, uma questão interna, é uma estratégia do capital internacional que, uma vez consolidada no nosso País, servirá de modelo para o mundo”, alertou o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa.

Tribuna na mão 

Os diretores do Sin­dicato farão panfleta­gem do jornal "Tribuna" nas portas de fábrica até a Greve Geral do dia 30 de junho.

Ontem as atividades foram na Toyota e Volks, em São Ber­nardo; Delga, em Dia­dema; e Aperam, em Ribeirão Pires, para reforçar as conversas sobre os ataques aos direitos com as refor­mas Trabalhista e da Previdência, além da Lei da Terceirização irrestrita.

Título: Reforma Trabalhista precariza as condições de trabalho, Conteúdo: A proposta de reforma Trabalhista precariza as condições de traba­lho e ignora temas da saúde ao liberar mulheres grávidas em condições insalubres e estabelecer que a vida de um trabalhador vale mais que a de outro que ganha menos, em caso de indenização. Confira os principais pontos da medi­da. “As medidas representam uma série de absurdos para desmontar os nossos direitos. A reforma Trabalhista e a ter­ceirização irrestrita juntas rasgam a CLT e retiram conquistas históricas da classe trabalhadora”, explicou o secretário-geral e presidente eleito do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão. A reforma Trabalhista começou a ser discutida ontem pela Comissão de As­suntos Sociais do Senado, a CAS, após ter sido aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos, a CAE, no dia 6. O relator das duas comissões é Ricardo Ferraço, do PSDB-ES, que deverá apresen­tar na terça-feira, dia 13, na CAS o mesmo relatório já aprovado na CAE. A votação está prevista para o dia 20. Se aprovada, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, a CCJ, para ser votada em plenário. A diretora eleita do Sindicato, Michelle Marques, ressaltou a gravidade dos ata­ques contra as mulheres. ,                                                   “Além de toda a retirada de direitos, a reforma ainda libera mulheres grávidas e que estão amamentando para trabalhar em locais insalubres. Hoje a lei protege a mulher ao afastá-la de qualquer situação de risco para não prejudicar o bebê”, disse. “A reforma determina que a liberação será feita com autorização médica, mas qual a garantia de que o médico conhece as condições do ambiente de trabalho antes de dar um atestado?”, questionou. Denúncia na Oit A CUT denunciou os ataques aos direi­tos sociais e trabalhistas na Comissão de Normas da Organização Internacional do Trabalho, a OIT, em Genebra, na Suíça, na segunda-feira, dia 5. “As reformas, especialmente a Trabalhis­ta, são o mais profundo ataque aos tra­balhadores brasileiros, porém não é uma questão só nossa, uma questão interna, é uma estratégia do capital internacional que, uma vez consolidada no nosso País, servirá de modelo para o mundo”, alertou o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa. Tribuna na mão  Os diretores do Sin­dicato farão panfleta­gem do jornal Tribuna nas portas de fábrica até a Greve Geral do dia 30 de junho. Ontem as atividades foram na Toyota e Volks, em São Ber­nardo; Delga, em Dia­dema; e Aperam, em Ribeirão Pires, para reforçar as conversas sobre os ataques aos direitos com as refor­mas Trabalhista e da Previdência, além da Lei da Terceirização irrestrita.



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