Servidores entregam pauta de reivindicações ao governo Alckmin (PSDB) e prometem greve

Trabalhadores, que estão há anos sem reajuste salarial, fizeram ato cobrando valorização

Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo • Última modificação: 10/11/2017 - 18:55 • Publicado em: 10/11/2017 - 18:31 Escrito por: Rafael Silva - CUT São Paulo Publicado em: 10/11/2017 - 18:31 Última modificação: 10/11/2017 - 18:55

Dino Santos/CUT-SP

Além das paralisações contra a Reforma Trabalhista que ocorreram pelo Brasil nesta sexta (10), o conjunto do funcionalismo do estado de São Paulo saiu em defesa do serviço público e do servidor.

A CUT, demais centrais sindicais e sindicatos bateram à porta do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) respeito ao patrimônio público e entregar a pauta de reivindicações dos trabalhadores.Douglas Izzo durante fala aos servidores - Foto: Dino Santos/CUT-SPDouglas Izzo durante fala aos servidores - Foto: Dino Santos/CUT-SP

Após pressão do lado de fora, Douglas Izzo e Vagner Freitas, presidentes da CUT-SP e da CUT Nacional, respectivamente, Maria Izabel Noronha (Bebel), presidenta da Apeoesp, Maria Aparecida de Deus (Cidinha), secretária-geral do SindSaúde-SP, e outros dirigentes, foram recebidos por Thiago Morais, chefe de gabinete da secretaria da Casa Civil, que recebeu a pauta. Apesar da promessa de entrega ao governador, os participantes exigiram também uma audiência com Alckmin.

“No encontro, todas as centrais foram taxativas pela retirada do PL 920/17. Mas também deixamos claro que se não houver negociação e uma política de valorização dos servidores do estado, faremos uma grande greve. O governo precisa tratar com respeito o professor, o policial, o agente penitenciário, o enfermeiro, o médico e todas as categorias”, disse Izzo.

Antes do ato no Morumbi, os servidores participaram do ato na Praça da Sé, no centro da capital, que reuniu 20 mil trabalhadores contra a reforma de Temer.

Desmonte

Geraldo Alckmin (PSDB), no governo do estado, e João Doria (PSDB), na prefeitura da capital, têm promovido o sucateamento dos serviços públicos em São Paulo e ameaçado entregar as empresas públicas aos empresários por meio de privatizações.

Reunião com o representante do governo - DivulgaçãoReunião com o representante do governo - DivulgaçãoEm outubro, Alckmin enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 920/2017, que prevê a limitação dos investimentos públicos por dois anos, impactando setores da saúde, educação e demais serviços. O PL sofre ataques até dos deputados da base do governador.

Já no cenário nacional, com o golpista Michel Temer (PMDB) na Presidência, também estão em risco diversas estatais, como as dos setores financeiro, petrolífero e de telecomunicações. Soma-se a isso o congelamento dos investimentos nos serviços e as reformas nas leis trabalhistas que penalizam os servidores.

Em São Paulo, os servidores estão há anos sem reajuste salarial e com a entrada do PL, toda a população será afetará  com a precarização dos serviços.

 

Pauta entregue ao governo - ReproduçãoPauta entregue ao governo - Reprodução

Título: Servidores entregam pauta de reivindicações ao governo Alckmin (PSDB) e prometem greve, Conteúdo: Além das paralisações contra a Reforma Trabalhista que ocorreram pelo Brasil nesta sexta (10), o conjunto do funcionalismo do estado de São Paulo saiu em defesa do serviço público e do servidor. A CUT, demais centrais sindicais e sindicatos bateram à porta do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para cobrar do governador Geraldo Alckmin (PSDB) respeito ao patrimônio público e entregar a pauta de reivindicações dos trabalhadores. Após pressão do lado de fora, Douglas Izzo e Vagner Freitas, presidentes da CUT-SP e da CUT Nacional, respectivamente, Maria Izabel Noronha (Bebel), presidenta da Apeoesp, Maria Aparecida de Deus (Cidinha), secretária-geral do SindSaúde-SP, e outros dirigentes, foram recebidos por Thiago Morais, chefe de gabinete da secretaria da Casa Civil, que recebeu a pauta. Apesar da promessa de entrega ao governador, os participantes exigiram também uma audiência com Alckmin. “No encontro, todas as centrais foram taxativas pela retirada do PL 920/17. Mas também deixamos claro que se não houver negociação e uma política de valorização dos servidores do estado, faremos uma grande greve. O governo precisa tratar com respeito o professor, o policial, o agente penitenciário, o enfermeiro, o médico e todas as categorias”, disse Izzo. Antes do ato no Morumbi, os servidores participaram do ato na Praça da Sé, no centro da capital, que reuniu 20 mil trabalhadores contra a reforma de Temer. Desmonte Geraldo Alckmin (PSDB), no governo do estado, e João Doria (PSDB), na prefeitura da capital, têm promovido o sucateamento dos serviços públicos em São Paulo e ameaçado entregar as empresas públicas aos empresários por meio de privatizações. Em outubro, Alckmin enviou à Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 920/2017, que prevê a limitação dos investimentos públicos por dois anos, impactando setores da saúde, educação e demais serviços. O PL sofre ataques até dos deputados da base do governador. Já no cenário nacional, com o golpista Michel Temer (PMDB) na Presidência, também estão em risco diversas estatais, como as dos setores financeiro, petrolífero e de telecomunicações. Soma-se a isso o congelamento dos investimentos nos serviços e as reformas nas leis trabalhistas que penalizam os servidores. Em São Paulo, os servidores estão há anos sem reajuste salarial e com a entrada do PL, toda a população será afetará  com a precarização dos serviços.  



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