Setor Farmacêutico SP: contraproposta prevê ganho real e manutenção de direitos

Foi oferecido reajuste de 2,5% nos salários até o teto

Escrito por: Fetquim-SP • Publicado em: 13/04/2018 - 17:33 Escrito por: Fetquim-SP Publicado em: 13/04/2018 - 17:33

Foto: Dino Santos

O sindicato patronal Sindusfarma apresentou suas propostas econômicas na rodada de negociações da Campanha Salarial 2018 do Setor Farmacêutico realizada nesta terça-feira (3/04) pela Fetquim/CUT em conjunto com a Fequimfar/Força Sindical.

Foi oferecido reajuste de 2,5% nos salários até o teto; 7,5% sobre os valores de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), 2,84% para o acesso a medicamentos e auxílio alimentação entre 9,45% e 10%, dependendo da quantidade de trabalhadores por empresa da categoria farmacêutica.

A previsão de inflação do Banco Central pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que será divulgada oficialmente em 10 de abril, é de 1,77%.

“Agora é hora de reunirmos nossos sindicatos filiados, realizar assembleias e ouvir a resposta das bases”, disse Airton Cano, coordenador político da Fetquim – Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado de São Paulo.  

Sergio Leite, presidente da Fequimfar, fez questão de ressaltar: “A unidade de ação Fetquim e Fequimfar possibilitou termos uma mesa comum, fizemos uma rodada de negociação oportuna e conquistamos uma resposta importante a ser analisada nas assembleias”.

São Paulo reúne cerca de 50 mil trabalhadores e trabalhadoras do ramo farmacêutico, porém a Convenção Coletiva de Trabalho em negociação não é válida para trabalhadores propagandistas e das indústrias de fabricação de medicamentos para uso veterinário.

"É a primeira grande categoria da indústria que negocia com a patronal neste ano", lembra Rosângela Vieira, técnica da subseção CNQ/Fetquim do Dieese.

A presidenta da CNQ-CUT, Lucineide Varjão, integrou a mesa de negociação na representação dos trabalhadores (as).

Confira a proposta que será avaliada pelas assembleias dos sindicatos filiados nos próximos dias:

• Reajuste Salarial:

2,5% para salários até o teto de R$ 8.511,65; acima desse valor, recebem um fixo de R$ 212,00

• Piso Salarial:

Para empresas até 100 funcionários: R$ 1.483,59

Acima de 100 funcionários: R$ 1.669,84

• PLR: reajuste de 7,5 %, passando a:

R$ 1.695,27 nas empresas com até 100 funcionários

R$ 2.352,10 nas empresas com mais de 100 funcionários

• Cesta Básica – fornecida para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil reais. Valores:

- Empresas com até 100 funcionários: R$ 220,00

- Empresas com mais de 100 funcionários: R$ 330,00

• Cesta Medicamentos: reajuste de 2,43%

• Outras:

- Adicional noturno 40%

- Horas extras 70% e 110%

- 6 meses de auxílio-maternidade

- Auxílio-creche

- Jornada de 40 horas semanais

E todas as demais cláusulas sociais ficam mantidas por mais um ano.

Título: Setor Farmacêutico SP: contraproposta prevê ganho real e manutenção de direitos, Conteúdo: O sindicato patronal Sindusfarma apresentou suas propostas econômicas na rodada de negociações da Campanha Salarial 2018 do Setor Farmacêutico realizada nesta terça-feira (3/04) pela Fetquim/CUT em conjunto com a Fequimfar/Força Sindical. Foi oferecido reajuste de 2,5% nos salários até o teto; 7,5% sobre os valores de Participação nos Lucros e Resultados (PLR), 2,84% para o acesso a medicamentos e auxílio alimentação entre 9,45% e 10%, dependendo da quantidade de trabalhadores por empresa da categoria farmacêutica. A previsão de inflação do Banco Central pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que será divulgada oficialmente em 10 de abril, é de 1,77%. “Agora é hora de reunirmos nossos sindicatos filiados, realizar assembleias e ouvir a resposta das bases”, disse Airton Cano, coordenador político da Fetquim – Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico do Estado de São Paulo.   Sergio Leite, presidente da Fequimfar, fez questão de ressaltar: “A unidade de ação Fetquim e Fequimfar possibilitou termos uma mesa comum, fizemos uma rodada de negociação oportuna e conquistamos uma resposta importante a ser analisada nas assembleias”. São Paulo reúne cerca de 50 mil trabalhadores e trabalhadoras do ramo farmacêutico, porém a Convenção Coletiva de Trabalho em negociação não é válida para trabalhadores propagandistas e das indústrias de fabricação de medicamentos para uso veterinário. É a primeira grande categoria da indústria que negocia com a patronal neste ano, lembra Rosângela Vieira, técnica da subseção CNQ/Fetquim do Dieese. A presidenta da CNQ-CUT, Lucineide Varjão, integrou a mesa de negociação na representação dos trabalhadores (as). Confira a proposta que será avaliada pelas assembleias dos sindicatos filiados nos próximos dias: • Reajuste Salarial: - 2,5% para salários até o teto de R$ 8.511,65; acima desse valor, recebem um fixo de R$ 212,00 • Piso Salarial: Para empresas até 100 funcionários: R$ 1.483,59 Acima de 100 funcionários: R$ 1.669,84 • PLR: reajuste de 7,5 %, passando a: - R$ 1.695,27 nas empresas com até 100 funcionários - R$ 2.352,10 nas empresas com mais de 100 funcionários • Cesta Básica – fornecida para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil reais. Valores: - Empresas com até 100 funcionários: R$ 220,00 - Empresas com mais de 100 funcionários: R$ 330,00 • Cesta Medicamentos: reajuste de 2,43% • Outras: - Adicional noturno 40% - Horas extras 70% e 110% - 6 meses de auxílio-maternidade - Auxílio-creche - Jornada de 40 horas semanais E todas as demais cláusulas sociais ficam mantidas por mais um ano.



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