Trabalhadores da Replan aprovam greve e medidas contra redução de efetivo

Sindicato aguarda um posicionamento da empresa até às 12h desta terça-feira, 20 de junho

Escrito por: Alessandra Campos - Sindipetro Unificado-SP • Publicado em: 19/06/2017 - 10:57 Escrito por: Alessandra Campos - Sindipetro Unificado-SP Publicado em: 19/06/2017 - 10:57

Sindipetro Unificado-SP

Em protesto à redução dos efetivos da operação, anunciada pela Petrobrás, 83% dos trabalhadores dos turnos da Replan aprovaram a realização de uma greve por tempo indeterminado. A mobilização é um indicativo do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e ainda não tem data definida para acontecer.

As assembleias para votação foram realizadas pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), entre os dias 9 e 13, na porta da refinaria. Os trabalhadores aprovaram ainda outras medidas contra o “enxugamento”, que já começaram a ser aplicadas. Eles decidiram suspender as interinidades, fazer a troca de turno uniformizada e comunicar a empresa sobre a indisponibilidade para compor a brigada de incêndio.

Nesse mesmo dia, a direção sindical enviou um ofício ao gerente geral da Replan, informando sobre a elaboração de um abaixo-assinado. No documento, foram coletadas assinaturas dos trabalhadores que recusarão ser voluntários da brigada de incêndio, caso a refinaria se negue a abrir um canal de negociação com o Sindicato e a fornecer cópia do estudo de efetivo mínimo formulado pela Petrobrás.

Sem brigada

O Sindicato aguarda um posicionamento da empresa até às 12h da próxima terça-feira, 20 de junho. Após esse prazo, os trabalhadores definiram que não aceitarão compor a brigada voluntariamente e atender ao chamado do alarme de emergência da refinaria.

“Com a indisponibilidade dos trabalhadores, a refinaria ficará sem uma brigada de emergência. Sabemos do altíssimo risco que isso representa a todos que estiverem dentro das dependências da unidade e também à vizinhança, mas será inviável ao trabalhador deixar o seu setor, devido ao aumento da carga de serviço e das responsabilidades, para integrar a brigada ou atender um chamado de emergência”, afirmou o diretor do Unificado Gilberto Soares, o Giba.

Perigo

Para os trabalhadores, a refinaria já é um local altamente perigoso e eles não querem correr mais riscos, atuando após a ocorrência de acidentes. Segundo o Sindicato, a gerência da Replan deveria centralizar sua atenção na prevenção de acidentes, melhorias na manutenção e inspeção, no avanço da primeirização e em um número mínimo de trabalhadores, adequado e seguro para cada setor.

“Ao reduzir o efetivo mínimo, a Replan demonstra que não leva a sério a questão da segurança e que está brincando com a vida do trabalhador”, lamenta o diretor Arthur “Bob” Ragusa.

 

Título: Trabalhadores da Replan aprovam greve e medidas contra redução de efetivo, Conteúdo: Em protesto à redução dos efetivos da operação, anunciada pela Petrobrás, 83% dos trabalhadores dos turnos da Replan aprovaram a realização de uma greve por tempo indeterminado. A mobilização é um indicativo do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e ainda não tem data definida para acontecer. As assembleias para votação foram realizadas pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado-SP), entre os dias 9 e 13, na porta da refinaria. Os trabalhadores aprovaram ainda outras medidas contra o “enxugamento”, que já começaram a ser aplicadas. Eles decidiram suspender as interinidades, fazer a troca de turno uniformizada e comunicar a empresa sobre a indisponibilidade para compor a brigada de incêndio. Nesse mesmo dia, a direção sindical enviou um ofício ao gerente geral da Replan, informando sobre a elaboração de um abaixo-assinado. No documento, foram coletadas assinaturas dos trabalhadores que recusarão ser voluntários da brigada de incêndio, caso a refinaria se negue a abrir um canal de negociação com o Sindicato e a fornecer cópia do estudo de efetivo mínimo formulado pela Petrobrás. Sem brigada O Sindicato aguarda um posicionamento da empresa até às 12h da próxima terça-feira, 20 de junho. Após esse prazo, os trabalhadores definiram que não aceitarão compor a brigada voluntariamente e atender ao chamado do alarme de emergência da refinaria. “Com a indisponibilidade dos trabalhadores, a refinaria ficará sem uma brigada de emergência. Sabemos do altíssimo risco que isso representa a todos que estiverem dentro das dependências da unidade e também à vizinhança, mas será inviável ao trabalhador deixar o seu setor, devido ao aumento da carga de serviço e das responsabilidades, para integrar a brigada ou atender um chamado de emergência”, afirmou o diretor do Unificado Gilberto Soares, o Giba. Perigo Para os trabalhadores, a refinaria já é um local altamente perigoso e eles não querem correr mais riscos, atuando após a ocorrência de acidentes. Segundo o Sindicato, a gerência da Replan deveria centralizar sua atenção na prevenção de acidentes, melhorias na manutenção e inspeção, no avanço da primeirização e em um número mínimo de trabalhadores, adequado e seguro para cada setor. “Ao reduzir o efetivo mínimo, a Replan demonstra que não leva a sério a questão da segurança e que está brincando com a vida do trabalhador”, lamenta o diretor Arthur “Bob” Ragusa.  



Informa CUT-SP

Cadastre-se e receba periodicamente
nossos boletins informativos.