Trabalhadores e população protestam contra a privatização da Cesp nesta sexta (10)

Ato acontece na Usina de Porto Primavera, às 7h, para defender o patrimônio público

Escrito por: Lílian Parise - Sinergia CUT • Publicado em: 09/11/2017 - 11:57 Escrito por: Lílian Parise - Sinergia CUT Publicado em: 09/11/2017 - 11:57

Divulgação

Depois de mais de 20 anos do início da privatização do setor energético no estado de São Paulo, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) agora decidiu entregar as últimas usinas da Cesp, patrimônio do povo paulista, na tentativa de passar a responsabilidade de um serviço essencial à vida ao capital privado, preferencialmente estrangeiro.

Dessa vez, o alvo do governo tucano envolve as últimas três usinas que continuam agrupadas na Cesp em um processo de venda sem transparência, sem democracia, sem planejamento e sem preocupação ambiental, atingindo também a população da região de Rosana, município do interior paulista. A intenção é vender as usinas de Porto Primavera, Paraibuna e Jaguari em leilão ainda sem nova data marcada.

Para resistir à venda, trabalhadores e população de Rosana e região participam de um Ato Público na manhã desta sexta-feira (10), na entrada da Usina de Porto Primavera, protestando também contra o descaso do governo paulista com os cidadãos, que sentirão os impactos econômicos e sociais decorrentes da privatização.

O protesto, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia CUT), acontece na mesma sexta-feira em que a CUT e centrais sindicais promovem o Dia Nacional de Mobilização em defesa de direitos, pela anulação da Reforma Trabalhista, contra o desmonte da Previdência e pelo fim do trabalho escravo.

Para a direção do Sinergia CUT, “a união da população da região de Rosana e do distrito de Primavera com os trabalhadores das usinas é fundamental para resistirmos contra a privataria tucana que, assim como o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, transforma um bem essencial ao desenvolvimento econômico e social em simples mercadoria, consequência da política neoliberal que compromete a qualidade da energia que chega à população, provoca aumento de tarifas e coloca em risco empregos e direitos”.

Um dia antes, na noite de quinta-feira (9), às 19h, acontece uma Audiência Pública da Câmara Municipal na Casa da Cultura do distrito de Primavera. A audiência é uma iniciativa do vereador Kleber Dan (PT) para debater como defender empregos, moradias, assentamentos e terras, comércio e Unesp diante da privatização da Cesp.

“Privatizar energia é golpe”

A venda das geradoras é resultado direto da decisão de Alckmin de não aceitar o acordo proposto pela lei federal 12.783/2013, que reduziu as tarifas de energia em nível nacional – média de 20% – em troca da renovação dos contratos de concessão das usinas hidrelétricas com vencimento até 2017. Na ocasião, os governadores tucanos de SP, MG e PR não renovaram, mas continuaram a lucrar em cima da tarifa paga pelos consumidores, através da cobrança do ICMS. Só os paulistas pagam cerca de 33% do imposto embutido na conta de luz.

No estado de São Paulo, a recusa de Alckmin recolocou na mira da licitação as usinas da Cesp, estatal que já foi considerada a maior geradora de energia elétrica dos paulistas e a terceira do Brasil.

Recomeçou por Três Irmãos, leiloada em março de 2014, passando pela entrega de Jupiá e Ilha Solteira em novembro de 2015. Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna tinham leilão anteriormente marcado para 26 de setembro passado, e que acabou suspenso por falhas na modelagem de venda e na avaliação das geradoras.

“Agora, a desculpa é a necessidade de arrecadar bilhões de reais com a venda de mais um patrimônio público, sem levar em conta os prejuízos causados aos consumidores, trabalhadores e população, afetando o comércio, o turismo, a educação e a economia das cidades no entorno do distrito de Primavera e do município de Rosana. Mas a população sabe da importância de manter a usina sob controle estatal, gerando energia com qualidade e tarifas acessíveis com retorno e investimento para os cidadãos locais. Sabe também que privatizar a Cesp, construída pelo povo paulista, é mais um golpe na população”, alerta a direção do Sindicato.

Serviço:
Ato Público Contra a Privatização da CESP
Dia 10 de novembro de 2017, sexta-feira, às 7h
Na UHE Porto Primavera, Rodovia SP – 613, km 78, Rosana (SP)

Título: Trabalhadores e população protestam contra a privatização da Cesp nesta sexta (10), Conteúdo: Depois de mais de 20 anos do início da privatização do setor energético no estado de São Paulo, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) agora decidiu entregar as últimas usinas da Cesp, patrimônio do povo paulista, na tentativa de passar a responsabilidade de um serviço essencial à vida ao capital privado, preferencialmente estrangeiro. Dessa vez, o alvo do governo tucano envolve as últimas três usinas que continuam agrupadas na Cesp em um processo de venda sem transparência, sem democracia, sem planejamento e sem preocupação ambiental, atingindo também a população da região de Rosana, município do interior paulista. A intenção é vender as usinas de Porto Primavera, Paraibuna e Jaguari em leilão ainda sem nova data marcada. Para resistir à venda, trabalhadores e população de Rosana e região participam de um Ato Público na manhã desta sexta-feira (10), na entrada da Usina de Porto Primavera, protestando também contra o descaso do governo paulista com os cidadãos, que sentirão os impactos econômicos e sociais decorrentes da privatização. O protesto, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia CUT), acontece na mesma sexta-feira em que a CUT e centrais sindicais promovem o Dia Nacional de Mobilização em defesa de direitos, pela anulação da Reforma Trabalhista, contra o desmonte da Previdência e pelo fim do trabalho escravo. Para a direção do Sinergia CUT, “a união da população da região de Rosana e do distrito de Primavera com os trabalhadores das usinas é fundamental para resistirmos contra a privataria tucana que, assim como o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer, transforma um bem essencial ao desenvolvimento econômico e social em simples mercadoria, consequência da política neoliberal que compromete a qualidade da energia que chega à população, provoca aumento de tarifas e coloca em risco empregos e direitos”. Um dia antes, na noite de quinta-feira (9), às 19h, acontece uma Audiência Pública da Câmara Municipal na Casa da Cultura do distrito de Primavera. A audiência é uma iniciativa do vereador Kleber Dan (PT) para debater como defender empregos, moradias, assentamentos e terras, comércio e Unesp diante da privatização da Cesp. “Privatizar energia é golpe” A venda das geradoras é resultado direto da decisão de Alckmin de não aceitar o acordo proposto pela lei federal 12.783/2013, que reduziu as tarifas de energia em nível nacional – média de 20% – em troca da renovação dos contratos de concessão das usinas hidrelétricas com vencimento até 2017. Na ocasião, os governadores tucanos de SP, MG e PR não renovaram, mas continuaram a lucrar em cima da tarifa paga pelos consumidores, através da cobrança do ICMS. Só os paulistas pagam cerca de 33% do imposto embutido na conta de luz. No estado de São Paulo, a recusa de Alckmin recolocou na mira da licitação as usinas da Cesp, estatal que já foi considerada a maior geradora de energia elétrica dos paulistas e a terceira do Brasil. Recomeçou por Três Irmãos, leiloada em março de 2014, passando pela entrega de Jupiá e Ilha Solteira em novembro de 2015. Porto Primavera, Jaguari e Paraibuna tinham leilão anteriormente marcado para 26 de setembro passado, e que acabou suspenso por falhas na modelagem de venda e na avaliação das geradoras. “Agora, a desculpa é a necessidade de arrecadar bilhões de reais com a venda de mais um patrimônio público, sem levar em conta os prejuízos causados aos consumidores, trabalhadores e população, afetando o comércio, o turismo, a educação e a economia das cidades no entorno do distrito de Primavera e do município de Rosana. Mas a população sabe da importância de manter a usina sob controle estatal, gerando energia com qualidade e tarifas acessíveis com retorno e investimento para os cidadãos locais. Sabe também que privatizar a Cesp, construída pelo povo paulista, é mais um golpe na população”, alerta a direção do Sindicato. Serviço: Ato Público Contra a Privatização da CESP Dia 10 de novembro de 2017, sexta-feira, às 7h Na UHE Porto Primavera, Rodovia SP – 613, km 78, Rosana (SP)



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