Trabalhadores na Mercedes entram em greve por acordo coletivo

Não houve produção na fábrica ontem

Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC • Publicado em: 15/05/2018 - 11:00 Escrito por: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Publicado em: 15/05/2018 - 11:00

Edu Guimarães/Smabc

Em assembleia conjunta na manhã de segunda (14), os trabalhadores na Mercedes, em São Bernardo, aprovaram a greve por tem­po indeterminado até que a montadora apresente uma proposta de acordo coletivo que atenda às reivindicações de reajuste salarial, cláusulas sociais e PLR.

Não houve produção na fábrica ontem. Nova assem­bleia está marcada para hoje, às 7h30, para tirar os encaminha­mentos do movimento.

“Queremos chegar a um bom acordo e, para isso, temos que ser um só, com solidariedade entre nós. Temos certeza ab­soluta que a pauta que coloca­mos na mesa de negociação é justa, correta e possível de ser atendida”, afirmou o diretor-administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges.

“A empresa fala que o País está uma porcaria porque não teve reforma da Previdência e os trabalhadores aqui é que vão pagar? Que fale isso para a Merkel na Alemanha. O Brasil está como está porque não exis­te uma política de crescimento do País”, criticou.

O coordenador do CSE na montadora, Ângelo Máximo de Oliveira Pinho, o Max, explicou que há uma mudança na situa­ção da fábrica.

“A produção está crescen­do, vários companheiros estão pela primeira vez participando de uma assembleia na porta da fábrica. A empresa está em uma contradição enorme, con­tratando e ao mesmo tempo falando que tem que demitir pessoas para reduzir custos”, disse.

O coordenador lembrou que o Sindicato sempre defen­deu o processo de negociação. Nas grandes greves das décadas de 70 e 80, o principal objetivo era fazer o patrão sentar com a representação sindical para ne­gociar porque não havia espaço para dialogar.

“Qualquer decisão que inter­fira na vida dos trabalhadores precisa ser discutida com a representação sindical, mas se a empresa só quer impor sua decisão, precisamos ir além do processo de negociação”, prosseguiu.

No dia 2 de maio, os compa­nheiros na Mercedes iniciaram as mobilizações internas com paradas e passeatas pela fábrica para pressionar a negocia­ção. Em assembleias internas, aprovaram a disposição de luta e greve caso a empresa não avançasse na proposta.

“A mobilização é muito importante para mostrar para a empresa que o Sindicato representa o sentimento dos trabalhadores. A Mercedes in­siste em zero de reajuste salarial e pagamento em abono, mas a direção precisa entender que queremos a incorporação no salário”, concluiu.

As negociações de data-base foram iniciadas em abril. Outro item da pauta dos metalúrgicos na fábrica é a defesa de uma PLR maior.

O secretário-geral do Sindi­cato, Aroaldo Oliveira da Silva, ressaltou que, além de tudo isso, a empresa quer retirar as cláusulas sociais. “Temos que discutir e definir juntos os encaminhamentos da nossa vida dentro da fábrica. A com­panheirada sabe o que está em jogo”, disse.

A empresa quer excluir itens como a cláusula de estabilidade ao acidentado, a complemen­tação salarial até 120 dias de afastamento e a cláusula de salário admissão. O Sindicato defende a manutenção de todas as cláusulas e a inclusão de uma cláusula de salvaguarda contra a reforma Trabalhista.

 

Título: Trabalhadores na Mercedes entram em greve por acordo coletivo, Conteúdo: Em assembleia conjunta na manhã de segunda (14), os trabalhadores na Mercedes, em São Bernardo, aprovaram a greve por tem­po indeterminado até que a montadora apresente uma proposta de acordo coletivo que atenda às reivindicações de reajuste salarial, cláusulas sociais e PLR. Não houve produção na fábrica ontem. Nova assem­bleia está marcada para hoje, às 7h30, para tirar os encaminha­mentos do movimento. “Queremos chegar a um bom acordo e, para isso, temos que ser um só, com solidariedade entre nós. Temos certeza ab­soluta que a pauta que coloca­mos na mesa de negociação é justa, correta e possível de ser atendida”, afirmou o diretor-administrativo do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges. “A empresa fala que o País está uma porcaria porque não teve reforma da Previdência e os trabalhadores aqui é que vão pagar? Que fale isso para a Merkel na Alemanha. O Brasil está como está porque não exis­te uma política de crescimento do País”, criticou. O coordenador do CSE na montadora, Ângelo Máximo de Oliveira Pinho, o Max, explicou que há uma mudança na situa­ção da fábrica. “A produção está crescen­do, vários companheiros estão pela primeira vez participando de uma assembleia na porta da fábrica. A empresa está em uma contradição enorme, con­tratando e ao mesmo tempo falando que tem que demitir pessoas para reduzir custos”, disse. O coordenador lembrou que o Sindicato sempre defen­deu o processo de negociação. Nas grandes greves das décadas de 70 e 80, o principal objetivo era fazer o patrão sentar com a representação sindical para ne­gociar porque não havia espaço para dialogar. “Qualquer decisão que inter­fira na vida dos trabalhadores precisa ser discutida com a representação sindical, mas se a empresa só quer impor sua decisão, precisamos ir além do processo de negociação”, prosseguiu. No dia 2 de maio, os compa­nheiros na Mercedes iniciaram as mobilizações internas com paradas e passeatas pela fábrica para pressionar a negocia­ção. Em assembleias internas, aprovaram a disposição de luta e greve caso a empresa não avançasse na proposta. “A mobilização é muito importante para mostrar para a empresa que o Sindicato representa o sentimento dos trabalhadores. A Mercedes in­siste em zero de reajuste salarial e pagamento em abono, mas a direção precisa entender que queremos a incorporação no salário”, concluiu. As negociações de data-base foram iniciadas em abril. Outro item da pauta dos metalúrgicos na fábrica é a defesa de uma PLR maior. O secretário-geral do Sindi­cato, Aroaldo Oliveira da Silva, ressaltou que, além de tudo isso, a empresa quer retirar as cláusulas sociais. “Temos que discutir e definir juntos os encaminhamentos da nossa vida dentro da fábrica. A com­panheirada sabe o que está em jogo”, disse. A empresa quer excluir itens como a cláusula de estabilidade ao acidentado, a complemen­tação salarial até 120 dias de afastamento e a cláusula de salário admissão. O Sindicato defende a manutenção de todas as cláusulas e a inclusão de uma cláusula de salvaguarda contra a reforma Trabalhista.