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[15/06/2005]
BALANÇO DA GESTÃO CUT/SP 2003 2005
Sindicalismo classista de massa e pela base
1. O momento em que se inicia essa gestão é
o mais importante para o movimento sindical no Brasil, passadas
quase três décadas de crescimento organizativo
dos movimentos sociais a classe trabalhadora brasileira
adquire de forma inédita em toda a sua história
o papel de protagonista.
2. A CUT completando quase vinte anos de existência
configura-se como a mais importante experiência de
organização da classe trabalhadora brasileira,
sendo a quinta maior central sindical do planeta, presente
em todos os estados do país e enraizada em todo o
estado de São Paulo através de suas subsedes.
3. Esse crescimento organizativo dos movimentos sociais
nas últimas décadas e o papel do sindicalismo
brasileiro representado pela CUT traduziram-se na vontade
do povo brasileiro em obter mudanças na condução
política do país.
4. O décimo congresso da CUT São Paulo realizado
em 2003 ambientado num clima de grande expectativa em relação
ao governo Lula, estabelece então como um dos principais
desafios de nossa central a implementação
de políticas que possam dar respostas às bandeiras
históricas da construção da nossa central,
notadamente ao estabelecimento do Sistema Democrático
de Relações do Trabalho, proposta da CUT elaborado
desde 1996 que busca instituir a democracia no dia a dia
dos trabalhadores baseado no enraizamento de um sindicalismo
classista de massa e pela base.
5. Durante esses quase dois anos de gestão a CUT
desenvolveu uma relação de autonomia e independência
frente ao governo que ajudou a eleger, indo às ruas
protestar contra a política dos altos juros, exigindo
a correção da tabela do imposto de renda paralisando
os bancos estatais por reajustes salariais, exercendo pressão
para que se vote a PEC paralela da reforma da previdência,
lutando por um crescimento econômico com geração
de empregos e marchando à Brasília pelo aumento
do salário mínimo.
6. Esta postura de autonomia e independência frente
a qualquer governo traduz o firme compromisso que a central
tem com suas bases e o desatrelamento a qualquer partido
e agrupamento político e a quaisquer organismos de
caráter programático ou institucional. Reflexo
disso é a incompatibilidade de alguns agrupamentos
que por verem frustradas suas ambições de
tornarem a CUT como um movimento voltado à manipulação
da classe trabalhadora em benefício de seus objetivos
partidários, levaram os sindicatos sob sua tutela
a desenvolverem um movimento de desfiliação
dos quadros de nossa central, esse movimento, entretanto
não consubstanciou-se no que era esperado por seus
idealizadores, o esvaziamento da Central, o número
de sindicatos que desfiliaram-se de nossa central foi em
muito superado por novas filiações.
7. Uma importante participação da CUT/SP
está no diálogo e articulação
com os movimentos sociais, isto traduzido nas ações
desenvolvidas pela Coordenação dos Movimentos
Sociais, a CMS, da qual a CUT, o MST a CMP e a UNE participaram
desde sua formação inicial.
8. Foi nessa visão de ampla participação
popular que a CUT/SP por iniciativa da CUT Nacional fomentou
em todo o estado de São Paulo o debate sobre as eleições
municipais, ancoradas na “Carta de Compromisso Eleitoral”
as subsedes da CUT/SP procuraram envolver todos os candidatos
às prefeituras do estado numa plataforma de compromisso
baseado no interesse dos trabalhadores e no comprometimento
dos candidatos com esses interesses.
9. Esse compromisso da central com os interesses imediatos
e históricos dos trabalhadores identificados em suas
ações contra toda e qualquer discriminação
quanto a gênero e raça traduziram-se na Marcha
do Sorriso Negro, no Encontro Estadual dos Sindicalistas
Anti-Racismo, no Encontro da Mulher Trabalhadora, no seminário
Mulher, Participação e Poder e ainda com o
Iº Encontro da Juventude Cutista, entendendo que a
central precisa reestruturar e investir no coletivo da juventude
e apontar medidas para que o movimento sindical faça
parte de seu cotidiano como questão basilar para
o exercício da cidadania.
10. É essa visão de cidadania, norteadora
dos rumos da central, que faz que a participação
do sindicalismo cutista nos marcos das várias disputas
políticas que hoje atravessam a sociedade brasileira,
tenha uma qualidade de ação sindical voltada
não só para o agrupamento corporativo de sua
representação, mas também na participação
ativa nos diversos espaços de debates, conselhos
e organismos voltados para o debate da atuação
do estado e da gestão pública.
11. O Seminário de Combate à Pobreza e Segurança
Alimentar, o Debate sobre o Programa Fome Zero, a pré-conferência
nacional do meio ambiente das federações e
sindicatos de trabalhadores, a participação
da CUT/SP como membro coordenador da Comissão Estadual
do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil,
do Fórum Paulista do Programa de Erradicação
do Trabalho Infantil e do Fórum Estadual da Criança
e Adolescente, evidenciam a participação dos
sindicatos cutistas na discussão sobre inclusão
social e sobre o modelo de nação que queremos.
12. Para tanto essa visão de uma sociedade mais
justa com participação popular e presença
de um estado que prime pelo diálogo não está
consoante com a visão de desmonte estatal e da política
privatizante do governo do estado de São Paulo de
Geraldo Alckmin.
13. O enfrentamento resultante dessa disparidade entre
dois projetos distintos e conflitantes está traduzido
nos diversos protestos do funcionalismo público estadual,
a greve dos servidores no primeiro semestre de 2004 que
reuniu mais de meio milhão de trabalhadores caracteriza
a dimensão do descaso praticado por Alckmin e seu
governo.
14. A CUT na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores
no serviço público estadual além de
estar presente nas diversas manifestações
e atos de protesto contra o governo do estado articulando
trabalhadores da iniciativa privada e servidores estaduais,
publica um jornal específico denunciando a política
desastrosa de Alckmin, também realiza Seminário
sobre o Plano Plurianual do Governo do Estado buscando capacitar
nossas lideranças sindicais quanto às metas
orçamentárias do estado, o Debate sobre as
Políticas Públicas do Governo do Estado subsidiou
nossos delegados à Conferência Estadual de
Saúde realizada em 2003.
15. Mesmo diante de um cenário de juros altos, superávit
primário e desemprego a luta dos trabalhadores e
do sindicalismo cutista pela recuperação das
perdas salariais e por aumento real de salários,
corporificou-se na articulação das várias
categorias em luta estabelecendo a Campanha Salarial Unificada,
onde os resultados obtidos demonstraram que no primeiro
semestre de 2003 cerca de metade dos sindicatos em luta
representando cerca de um milhão de trabalhadores
no estado, conseguiram repor a inflação do
período sendo que metade destes conseguiu aumento
real de salário, numa demonstração
que apesar do período ainda ser marcado pela estagnação
econômica, os sindicatos cutistas conseguiram empreender
a luta com resultados positivos.
16. No transcorrer da mesma Campanha Salarial Unificada
de 2003, agora no segundo semestre, a CUT reuniu no vão
livre do Masp cerca de dois mil trabalhadores do setor público
e privado, numa manifestação pela abertura
da segunda etapa da unificação da campanha
salarial.
17. Nesse momento os sindicatos em luta representavam mais
de um milhão e meio de trabalhadores no estado de
São Paulo, cerca de oitenta por cento dos sindicatos
conseguiram recuperar as perdas em decorrência da
inflação e um terço desses sindicatos
obtiveram aumento real de salário.
18. A Campanha Salarial Unificada entra pelo primeiro semestre
de 2004 unificando cerca de meio milhão de trabalhadores
no serviço público estadual em luta contra
a política de arrocho salarial do governo de Alckmin,
exigindo mesa permanente de negociação e pauta
única de reivindicações. A política
do governo em não dialogar com as entidades sindicais
só fez aumentar a vontade de luta dos servidores
estaduais. Várias ações foram realizadas
no intuito de quebrar a intransigência do governador,
manifestações plenárias audiências
públicas para intervir no orçamento do projeto
plurianual e na lei de diretrizes orçamentárias
de 2005.
19. Sem dúvida, 2004, é o ano que apresenta
o melhor resultado na campanha salarial desde a introdução
do Plano Real, o ano apresentou um cenário mais favorável
às negociações coletivas e um número
significativo de categorias conquistou não só
um reajuste, mas também um aumento real de salários.
O melhor resultado, especialmente no segundo semestre, está
relacionado ao contexto econômico (crescimento do
PIB e do nível de emprego, em alguns segmentos do
setor industrial) e de mobilizações e greves
expressivas. No presente ano, diversas categorias privilegiaram
a busca de aumento ao invés de privilegiarem somente
um valor maior na PLR ou em aceitar um abono compensatório.
Portanto, uma das principais novidades da campanha salarial
é a grande quantidade de categorias que alcançou
aumento real, incorporando, com isso, ganhos de produtividade
nos salários ou simplesmente recompondo o poder de
compra dos salários que estavam defasados.
20. A luta do sindicalismo cutista não se resumiu
apenas às campanhas salariais, estabelecemos importantes
campanhas no que se refere à defesa do trabalho e
dos direitos trabalhistas de toda a classe trabalhadora
independente da formalidade ou não do contrato de
trabalho. Uma destas campanhas foi a da Carteira Assinada
voltada para inibir a informalidade nas relações
de trabalho, com destaque para a participação
da CUT/SP no Conselho Sindical da DRT, que organizou a chamada
Força Tarefa, operação junto aos ramos
de atividade denunciando más condições
de trabalho e ausência de registro em carteira.
21. Outra campanha que marcou a ação do sindicalismo
cutista foi a campanha pela correção da alíquota
do imposto de renda, a pressão exercida junto ao
governo federal obteve repercussão na mídia
em todo o país.
22. A CUT/SP pela sua capilaridade em todo o estado cumpre
um importante papel na articulação das entidades
sindicais, o ajuste do foco da ação sindical
passa pela percepção da conjuntura e pela
preparação das várias entidades sindicais
para o enfrentamento aos desafios que se apresentam. É
uma preparação formativa necessária
à solução das demandas, para tanto
o processo de formação da CUT/SP nesse período
primou pelas orientações emanadas das diretrizes
do planejamento da direção.
23. Os programas desenvolvidos para ajudar na implementação
do plano de ação da Direção
da CUT SP contou com cursos centralizados no Cajamar (Formação
Gestores em Políticas Públicas, Relações
de Trabalho e Desafios Sindicais, Formação
de Formadores) cursos descentralizados nas subsedes (“CUT
20 anos - FDA” e Comunicação) e três
seminários estratégicos (dois sobre a “Reforma
sindical e os desafios para a CUT” e um sobre “Políticas
Públicas e o Papel do Estado”). Além
de atender várias demandas de Cursos de Concepção
Estrutura e Prática Sindical para novos dirigentes
e alguns planejamentos de subsedes, federações
e sindicatos.
24. No campo das políticas públicas de educação,
temos desenvolvido convênios com prefeituras do campo
popular e democrático preparando seus educadores,
em nosso fazer pedagógico, para a alfabetização,
educação de jovens e adultos e na qualificação
profissional.
25. Na formação sindical, além dos
programas do Plano Estadual de Formação, estabelecemos
convênios com o ramo químico e mais recentemente
com o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté,
para formação de seus dirigentes.
26. Ainda em 2004 a CUT/SP consolida três coletivos
de formação, o da capital e os coletivos das
subsedes de Bauru e do ABC. Estes coletivos passaram a ter
vida própria, organizar suas atividades, debateram
temas referentes aos desafios locais e participaram ativamente
das atividades da Rede Estadual de Formação
e de outras atividades da Central.
27. Um dos pressupostos da concepção metodológica
que baseia a formação sindical cutista, é
que esta é indelegável, deve ser concebida
e realizada dentro da própria CUT. Tendo este aspecto
como referência, a Rede Estadual de Formação
vem trabalhando com o programa de Formação
de Dirigentes (FDA), voltado aos dirigentes de base, que
tem o envolvimento de dirigentes como educadores. Uma experiência
ímpar na formação sindical cutista,
pela primeira vez tem um programa de formação
que é fruto da atuação de tais educadores.
Os dirigentes participam de todas as etapas do programa
de formação “CUT 20 Anos - FDA”,
isto é, das oficinas de preparação,
avaliação, elaboração de material
e estão á frente dos cursos, são os
educadores e educadoras responsáveis pelo programa.
Para se ter uma idéia da importância deste
grupo de educadores militantes, basta verificarmos que do
total de dirigentes que passaram pelas atividades formativas
em 2004, mais da metade passou pelo FDA, ou seja, dirigentes
e assessores sindicais que são educadores.
28. O estado de São Paulo é o mais importante
estado da federação, sua economia está
embasada desde a mais avançada tecnologia passando
pela produção agrícola em larga escala
do grande agro negócio, privilegiada pela política
de Alckmin, até a produção artesanal
de manufaturados e da produção da agricultura
familiar que amarga com a política nefasta de abandono
do governo do estado. A CUT vem desenvolvendo a organização
dos trabalhadores na cadeia produtiva do setor agrário,
objetivando a capacitação dos trabalhadores
unificando a ação sindical e fazendo frente
às modificações que o capital exerce
para aumentar a exploração e seus ganhos.
29. A CUT em parceria com a FAF realizou no início
dessa gestão o Iº Encontro da Agricultura Familiar
reunindo mais de mil trabalhadores e trabalhadoras que com
o intercâmbio de suas experiências puderam aprimorar
a ação sindical.
30. Diversos assentamentos que hoje encontram-se em pleno
funcionamento passaram pela central e vários acampamentos
contam com o apoio político e estrutural da CUT/SP.
31. Realizamos também a Romaria da Terra realizada
na cidade de Rosana, e não hesitamos em responder
à altura os ataques do setor ruralista em Ribeirão
Branco.
32. Diante da diversidade nas relações de
trabalho no estado de São Paulo onde praticamente
metade da população economicamente ativa encontra-se
na economia informal sem a proteção a que
os trabalhadores no mercado formal estão habituados,
a CUT desde 2002 estabeleceu que a interlocução
com a população em situação
mais desfavorável moradora nas periferias da região
da grande São Paulo, por entender que é uma
parcela importante da população que o sindicalismo
tem dificuldade de diálogo, se daria como eixo central
nas comemorações do dia internacional do trabalho
o 1º de Maio.
33. Com o entendimento que essa movimentação
em direção às periferias foi correto
essa gestão optou por um novo conceito, o Dia do
Trabalhador foi comemorado em 2004 com uma mobilização
que alcançou, só em São Paulo, 1,5
milhão de trabalhadores(as). O desafio assumido foi,
a partir das experiências descentralizadas, sem sorteio
ou apelação enganosa, colocar grande multidão
nas ruas para marcar o Dia do(a) Trabalhador(a) como um
dia de festa e de luta. O sucesso do evento aponta para
a necessidade de, em 2005, aproveitarmos melhor seu potencial
político e estender esta ação a outras
regiões.
34. As experiências das ações de cidadania
realizadas em abril em bairros de São Paulo e na
cidade de Diadema, como parte das comemorações
do 1º de Maio, apontam a direção para
novas ações do sindicalismo cutista. As iniciativas
resultaram num diálogo bastante intenso com os(as)
trabalhadores(as) residentes nos locais. A receptividade
encontrada pela CUT ao seu discurso político mostra
que a capacidade de dialogar com o(a) jovem e o(a) trabalhador(a)
informal pode ser recuperada, ampliada.
35. Essa necessidade de ampliarmos a comunicação
com os diversos segmentos sociais qualificando nossa ação
e espraiando nosso modo de visão à sociedade,
fez que a CUT lançasse mão de novos instrumentos
de comunicação. A publicação
da Revista da CUT destinada às lideranças
sindicais, partidos políticos, formadores de opinião,
ongs e militância sindical é um novo capítulo
na comunicação da central. Outro instrumento
importante é o Site da CUT, lançado juntamente
com a revista em dezembro de 2003 estabeleceu-se como aglutinador
de informações e fonte de consulta aos trabalhadores
que dispõe de acesso à mídia eletrônica.
36. Além desses novos meios de comunicação
a CUT também publica seu jornal impresso voltado
para as demandas do movimento sindical cutista no estado,
o Jornal da CUT objetiva levar informação
aos trabalhadores e aos sindicatos filiados, servindo como
instrumento de denuncia e mobilização para
a realização das lutas em defesa dos interesses
da classe trabalhadora.
37. A CUT investe na estruturação da categoria
dos aposentados e pensionistas, essa categoria tem sua maior
concentração no estado de São Paulo,
cerca de 22,6% do total de aposentados do país.
38. De uma forma responsável a CUT/SP desenvolveu
atividades no sentido de socializar os acúmulos obtidos
nos vários meses de discussão e no relatório
do FNT que tornaram-se as propostas encaminhadas ao Congresso
Nacional, realizamos plenárias seminários
e reuniões para aprofundar a compreensão do
tema e estabelecer estratégias para uma ação
qualificada da central junto ao Congresso Nacional e junto
à sociedade.
39. Demonstração disso foi a plenária
de apresentação da PEC e dos PLs ocorrida
em fevereiro de 2005 no sindicato dos químicos de
São Paulo que contou com a participação
de cerca de 600 sindicalistas de todo o estado.
40. A decisão emanada do 10º CECUT em depositar
nesta gestão a condução da central,
consubstanciou-se num conjunto de atividades que denotaram
a autonomia e independência frente a qualquer governo
e frente a qualquer agrupamento de caráter programático,
traduziram o comprometimento profundo com a base e um senso
de solidariedade com as diversas lutas que os sindicatos
cutistas desempenharam em defesa de seus interesses, a central
nesse período jamais hesitou em defender os interesses
históricos e imediatos da classe trabalhadora evidenciando
a vontade e obstinação de seu quadro dirigente
e mais, mostrou que o sindicalismo cutista não se
deteve em nenhum instante frente aos ataques tanto da direita
conservadora quanto aos artifícios de agrupamentos
travestidos de um esquerdismo comprometido com a divisão
dos trabalhadores.
41. A CUT/SP nesse período apontou para uma sociedade
melhor, mais participativa, atuante e construtora de seu
destino comprometida com mudanças e mudanças
para melhor. Dialogou com os excluídos, formulou
propostas para avanço da organização
da classe trabalhadora e enfrentou sem vacilos os desafios
que se apresentaram.
42. Pelo exposto pode-se afirmar categoricamente que a
CUT nesse último período contribuiu de forma
positiva na luta em defesa de um mundo melhor e com a plena
convicção histórica de que um outro
mundo sendo possível, só o será pelas
mãos da classe trabalhadora.
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