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SBC: Trabalhadores na Asbrasil exigem respeito

SBC: Trabalhadores na Asbrasil exigem respeito



O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que aumentou o descon­tentamento entre os traba­lhadores na Asbrasil, em São Bernardo, já que a em­presa começou a achatar os benefícios e os salários com a desculpa da crise econômica, mesmo depois de seu fim.

No ano passado, du­rante a negociação da PLR, a empresa alegou dificul­dades e impôs um acordo que deixou o pessoal insa­tisfeito. Ela também criou um banco de horas sem a concordância da entidade.

“Não fazemos acor­do de banco de horas com quem tem como filosofia a rotatividade, já o banco é um mecanismo para preservar os postos de trabalho”, de­nuncia o diretor do Sindicato Juarez Barros, o Buda.

Ele afirma que a As­brasil vem praticando alta rotatividade para contratar outros trabalhadores com o piso salarial, e ainda a empresa demite o meta­lúrgico antes dele alcançar o teto da função.

Inconformados
“Diante de tantos des­mandos, é muito grande a insatisfação no chão de fábrica”, afirma Luiz Cesar, o Prego (foto) , do Comitê Sindical.

Ele diz também que no ano passado a Asbrasil aproveitou o clima de crise para não atender as reivin­dicações da CIPA por mais segurança e melhores con­dições de trabalho.

Segundo o Sindicato, toda essa situação dei­xou a categoria des­contente. Agora, querem o fim da rotatividade e do banco de horas e também, um posto de trabalho me­lhor e que o valor da PLR deste ano reconheça a par­ticipação do trabalhador no índice de produtividade.

“Os trabalhadores estão inconformados, pois querem a volta de todos os benefí­cios. Se a empresa não rever suas atitudes, os trabalhadores realizarão ações de pres­são”, conclui Prego.

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