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Sertãozinho: Disputa entre sindicatos gera conflito

Metalúrgicos alegam que atual dirigente falsificou assinaturas; manifestantes foram até a Justiça do Trabalho nesta terça-feira

Jornal A Cidade

Cerca de 50 metalúrgicos estiveram em frente à Justiça do Trabalho de Sertãozinho nesta terça-feira (11) para protestar, enquanto acontecia uma assembleia que discutia a nulidade do atual sindicato da categoria na cidade. Os trabalhadores exigem uma nova composição.

A Polícia Militar teve de comparecer ao local para acalmar os manifestantes. Um deles chegou a agredir uma das testemunhas do atual sindicato, que registrou boletim de lesão corporal. Apesar da confusão, a audiência terminou sem decisão.

Até setembro de 2009 o sindicato era uma sub-sede de Ribeirão Preto, mas foi desmembrado. Porém, o coordenador da sub-sede de Ribeirão Preto e região da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Henrique Souza, diz que o atual sindicato falsificou 91 assinaturas para conseguir a divisão. "Queremos criar um sindicato próprio da cidade, com nova diretoria", afirma Souza.

Eliéser Gomes da Silva, integrante da comissão para o novo sindicato, diz que o grupo anexou aos documentos enviados à audiência o laudo que comprova que as assinaturas são falsas. "O desmembramento não aconteceu porque ninguém assinou. Mandamos as assinaturas para o Instituto de Criminalística em São Paulo e foi comprovada a falsificação", diz Silva.

O metalúrgico Emérson José Bocalon compareceu como testemunha. A assinatura dele é uma das que aparece na lista. "Eu nunca assinei nada, no horário desta assembleia, 16h, que consta no documento, eu estava trabalhando".

O presidente do atual sindicato, Élio Antônio Cândido, rechaça a denúncia. "O sindicato continua firme. Se eles dizem que as assinaturas foram forjadas, então terão que prova", reclamou.

Ofensas

Após a assembleia, alguns manifestantes gritaram "assassino" para o presidente Élio Antônio Cândido. Eles se referiam à morte do sindicalista Wellington Wagner Spagnol, 45 anos, em dezembro de 2010, que ainda é investigada.

 

 

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